A Auto Tomar já comemorou meio século de existência, mas apenas está nas mãos dos actuais propretários desde 1983, passando a concessionário Hyundai em 1992.
"O crescimento tem sido positivo, fruto, sobretudo, de uma relação de confiança muito forte dos nossos clientes com a empresa, como sempre acontece nas pequenas terra de província", diz-nos o Dr. Rui Stoffel, gerente da Auto Tomar.
A família esta há muitos anos no negócio dos automóveis, através da Socarros, uma empresa que sempre representou a Peugeot em Tomar. E foi a confiança no nome Stoffel que os levou a acreditar na Hyundai. O pensamento dos clientes seria, "se eles representam esta marca é porque ela é boa".
O pior ano foi em 1996, na fase final de actividade do anterior importador e no período de transição. "Foi fundamental nunca deixar transparecer as dificuldades que sentimos".
Em compensação, os melhores foram 1997 e 1998, este último um ano de grande crescimento, sobretudo por causa do aparecimento dos novos comerciais da família H1, "mas também pela dinâmica que o E.V.H. imprimiu à marca e pelo apoio que nos tem dado".
O alargamento da gama dos comerciais foi muito importante para a Auto Tomar, como nos conta Rui Stoffel:
"A zona onde estamos implantados não é rlca e, assim sendo, o mercado tem especificidades muito próprias. A gama de comerciais é uma grande mais-valia, e o produto preferido por um importante número de clientes. Dentro destes a escolha recai sobre a H-1, que representa entre 25 a 30 por cento das vendas da gama, a grande maioria na versão de 3 lugares".
Na gama de passageiros, a escolha preferencial recai no Accent de 5 portas. Já quanto ao Atos a situação é um pouco diferente:
"Na nossa zona as pessoas preferem carros maiores e assim, os poucos Atos que vou vendendo são praticamente para cilentes que o usam como segundo carro, normalmente utilizado pelas mulheres, mas comprados pelos maridos. Tenho notado pouca adesão por parte de uma camada mais jovem. A estética diferente deste automovél ainda não os conseguiu agarrar. De início ainda pensei que o Atos pudesse ser introduzido como automóvel de "entrada", mas ao contrário, os nossos clientes do modelo são pessoas da camada média e média alta, com mais de 35 anos".
Na conversa que tivemos com Rui Stoffel apercebemo-nos que apesar da Auto Tomar abranger uma área geográfica grande, que compreende os concelhos de Tomar, Vila Nova de Ourém, Entroncamento, Abrantes, Torres Novas, Ferreira do Zêzere, Golegã, Mação, Sardoal, Vila Nova da Barquinha e Constância, o fraco desenvolvimento económico da região, com pouca indústria e apenas comércio tradicional, limita bastante as ambições.
"As nossas zonas mais fortes e onde temos pontos de venda ou assistência são os concelhos de Tomar a nossa sede, Vila Nova de Ourém, Abrantes e Entroncamento. Em Torres Novas não se justifica a abertura de instalações pela proximidade do Entroncamento e nos outros concelhos as vendas de automóveis são bastante diminutas".
Fundamental é nunca baixar os braços e imprimir uma dinâmica muito activa ao negócio.
A Auto Tomar marca presença nos principais eventos da região, casos da Feira de Santa Iria, em Tomar, na Feira das Tasquinhas, em Ourém e na Feira ne Abrantes.
Recentemente estiveram presentes na Autosant, uma feira-exposição organizada pelo Nersan (Núcleo Empresarial da Região de Santarém), que decorreu na primeira semana de Março, em Torres Novas, onde a vedeta foi o Atos Big Foot.
Para além disso fazem coisas pontuais e num alinhamento com a política do E.V.H. estão presentes no Enduro de Tomar, prova pontuável para o nacional da especialidade, e no Enduro de Ourém.
Em termos de dia-a-dia vão fazendo uma certa parceria com as campanhas do importador, em relação aos modelos mais antigos e também desenvolvendo uma política de personalização dos serviços.
"Através dos nossos registos informáticos avisamos os clientes das datas em que devem levar os carros à inspecção e contactamos aqueles que não fazem as revisões com a reqularidade aconselhada. Importante é também o acompanhamento dos clientes nas visitas que fazem as instalações. Muitas vezes proporcionamos uma experiência com um modelo novo, enquanto o antigo está a fazer a revisão, e o negócio acaba por se fechar. Obviamente que a presença nas feiras e a maioria das outras acções promocionais só é possível pelo forte apoio, quer financeiro, quer logístico, que recebemos do importador".